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O que é o cuscuz e por que cada região faz do seu jeito

Cuscuz nordestino, cuscuz paulista e outras versões: entenda de onde vem o prato e como cada região do Brasil o adaptou aos ingredientes que tinha.

Poucos pratos mostram tão bem como a comida viaja e se transforma quanto o cuscuz. Ele aparece no café da manhã do Nordeste, na mesa paulista com sardinha e legumes, e cada família tem o seu jeito de fazer.

De onde vem a técnica

A palavra e a ideia de cozinhar grãos moídos no vapor vêm do norte da África, onde o cuscuz é tradicionalmente feito de semolina de trigo. A técnica chegou ao Brasil por caminhos ligados à herança africana e à portuguesa.

Por aqui, o milho, ingrediente de origem americana e muito abundante, ocupou o lugar do trigo e deu origem ao cuscuz de milho que conhecemos.

Nordeste e São Paulo: dois cuscuz

No Nordeste, o cuscuz costuma ser feito com flocão de milho hidratado e cozido no vapor, em cuscuzeira. É comido no café da manhã ou no jantar, com ovo, queijo, manteiga, charque ou leite de coco.

O cuscuz paulista leva farinha de milho e é montado com caldo temperado, legumes e, muitas vezes, sardinha e ovo cozido. Vai à mesa como prato principal, bem diferente do nordestino.

Em outras regiões aparecem variações com o ingrediente que há na terra, e todas valem. Não existe cuscuz "certo", existe o da sua família.

Por que ele é tão querido no dia a dia

O milho é barato, rende e se prepara em poucos minutos. Com um ovo, um pedaço de queijo ou o que sobrou da geladeira, vira refeição.

Uma receita para começar está aqui no blog: o cuscuz com ovo e tomate, que serve de base para você inventar o seu.

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